Thursday, November 08, 2007



Todos os pedaços do meu corpo flutuavam. O sopro doido do cotidiano desorganizava tudo o que, outrora, fora belo e íntegro. Abismos cheios de humor e graça abriam-se com impetuosidade sob os meus pés, como em uma brincadeira insólita e fatal. Doce e amargo? Amor e ódio? Veja que nem tudo é dialética e que mesmo tão dividida, ainda havia uma parte de dentro, que escorria e chovia de forma torrencial, que se perdia, sufocada, sucumbida. No entanto, mesmo em pleno desespero sabe-se que sempre haverá uma fresta pela qual pode-se olhar a calmaria, distante, alhures.
A chuva agora é lá fora e tão perto!


She “never felt good except when she was sleeping”




5 Comments:

Blogger André Mello said...

o problema é que há muita estrela, pra pouca constelação.

5:15 AM  
Blogger Tatá said...

Há tempos eu peguei essa imagem no http://www.deviantart.com/

6:12 PM  
Blogger Ciba said...

Hm sua boba. Até parece que você não está sempre nos meus pensamentos. Ah sim, no Noise sim... um dia que seja (ai, o dinheiro podia ajudar, e meus trabalhos também!).

=*

11:11 PM  
Blogger André Mello said...

saudade, viu? =*

7:03 AM  
Blogger Júnior Dish / de Paiva said...

"buscai sempre em si o que há de ser tão puramente seu"...

8:29 AM  

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