Monday, April 03, 2006

I wouldn't like to hear my voice [speaking with emotion]

Eu me arrasto quadrúpede por entre minhas fraquezas e desejos proibidos e tudo, tudo me remete àquilo. Eu me percebo com as mãos por entre meus pedaços e dou início ao processo delicado de me parir novamente. Como eu era uma metade sua e agora sou um todo meu, um todo egoísta e desgastado, um todo só? Nas profundezas do meu íntimo o conflito silencioso entre pulsão de vida e pulsão de morte me faz pensar que todos nós devemos uma morte à natureza. Todos nós.
O cansaço do meu corpo me abre os olhos para a minha rotina mediocre, desgraçada, cheia de violência simbólica e a mais pura dissimulação. Como fico desesperada! Porque estou tão só que sou obrigada a conviver comigo, inevitavelmente.



*Mudando de assunto, ontém eu conheci um garoto russo! Veja só! Um russo perdido em Goiânia.

4 Comments:

Anonymous Carlos said...

Várias convivências são contornáveis, mas aquela consigo próprio é inevitável...

E o que será que o russo estava achando do cerrado?

5:15 PM  
Blogger tatá lima said...

estava odiando o cerrado. =(

6:06 PM  
Anonymous Anonymous said...

hehehe. gostei desse post tt. gostei sim.

8:44 AM  
Anonymous Ciba said...

a gente fica "adultinho" e começa a conviver taaanto com a gente. todos nós.
nem sempre é legal, fato.


russo??? pai do céu, devia estar com muuuito calor.


*infected dia 6. eu vou. trate de ir comigo numa trance descente como esta que venho lhe convidar. =p

9:46 PM  

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