Friday, July 13, 2007

Procure não se render, pensei. Mas sabia que o meu corpo já estava inclinado a despencar naquelas sensações inseguras. Surpreenda-me, surpreenda-me, por favor. Afinal, esperar por algo que nunca chega esgota a minha alma aos poucos. Eu queria dizer-lhe tudo, mas ainda não pude criar uma linguagem que fosse de nós dois. Queria dizer sobre o ruído calmo do seu sorriso-quase-cruel, sobre o perfume bárbaro dos seus ombros imponentes, majestosos. Olhos, bocas, pêlos, manchas atraentes. Juntos, meu bem, somos como as asas doidas da borboleta, mas há entre nós uma fina barreira formada por fibras de receio. Rompê-la seria como se entregássemos as nossas armas. Seria como se nos rendêssemos.

Bullet proof... I wish i was, baby.

1 Comments:

Anonymous naná said...

se eu tivesse o tal sorriso-quase-cruel, eu casava hein!?!?
=DDD

12:58 PM  

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