Tuesday, April 24, 2007

Afoga. Afoga, pensou resignada. Já estava morto como um galho seco e morto. O instante era apenas a ausência de movimentos, mas o tempo permanecia implacável, fatal. Mal podia apertar contra o peito as mãos doidas - tinha que costurar aquelas mortalhas. E depois (...) esquecer para todo o sempre que um dia fora feliz. De que valia a revolução? Que diferença fazia se a lágrima era verdadeira? Ah! Nada mais lhe tocava profundamente, porque ela própria escorria para dentro de si, ácida e gelada. Ácida e gelada.

2 Comments:

Anonymous Guilherme said...

àcida e gelada... aquecendo um coração aé então parado pelo frio... a morte vem, e com ela os sorrisos... que haja esperança para enterrar os mortos até o momento que for a sua vez... e ter certeza que alí haverá algum significado ter pessoas chorando por ti!

6:43 PM  
Anonymous Guilherme said...

hmmm.. que triste... mas legal, gostei de posts de narrativas!

6:49 PM  

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