Friday, November 28, 2008

Hoje sou um rio ressecado. Meu trajeto dolorosamente interrompido se finda no verbo do abandono, bem ali na terceira margem de Rosa. É tão sem beleza ressecar-se! E dói. Quando sinto dor – agora enquanto mulher – entrelaço os dedos de minhas mãos magras nos dedos dos meus pés e me abraço como se eu fosse o mundo. Então pulso... e pulso... Veja o que você fez com os meus olhos-claros! Agora são duas “luas caídas”. Eu seria tão, tão maior se você tivesse me preservado. Não há mais pactos de cuspe, não há mais o seu casaco abraçando as roupas do meu armário, nem bilhetes secretamente implantados nos lugares. Eu quero queimar isso tudo e começar algo que um dia eu possa ter por inteiro. E dói. Cada respiração parece ser um pouco de vida que deixa o meu corpo. Eu não tenho ninguém pra me beijar por dentro. Ainda.

3 Comments:

Blogger Quetzal said...

Quando eu crescer eu quero escrever como vc!
I Ching

5:03 PM  
Blogger Ligia said...

eu também...

10:17 AM  
Blogger Tahiná-Khan said...

e eu, eu quero é crescer! heheheh

12:33 PM  

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